PMEs apostam na internacionalização

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PMEs apostam na internacionalização
29-12-2014 às 19:12

Segundo um estudo levado a cabo pela Economist Intelligence Unit (EIU) a pedido da DHL, a maioria das PMEs vê na internacionalização a possibilidade de aumentarem as suas receitas até 50% num prazo de 5 anos. Este estudo contou com a colaboração de 480 executivos e especialistas de 12 países e 20 indústrias.

No entanto, apesar de assumirem que a internacionalização é o caminho a seguir para alcançarem o crescimento, os inquiridos referem que continuam com receio de investir noutros países devido a fatores culturais, infraestruturas inadequadas e à instabilidade política.

Para além disso, o estudo também demonstrou existir uma grande discrepância entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento. Nos países pertencentes ao G7, 69% das PMEs revelou que pretende apostar na internacionalização, já nos países em desenvolvimento apenas 46% referiu existir essa vontade.

Principais barreiras

Muitas PMEs continuam a ver várias barreiras na internacionalização. A qualidade das infraestruturas, a fraca estabilidade do sistema político, custos administrativos elevados e diferenças culturais acentuadas, são algumas das principais barreiras.

O fraco conhecimento de mercados externos foi a que recebeu maior atenção, sendo que 84% dos inquiridos referiu que conhecer a língua e cultura do país é um dos principais fatores para apostar no mesmo. Aqui também foi possível perceber que os países em desenvolvimento tem maior facilidade em investir noutros países em desenvolvimento e que os países desenvolvidos apostam mais em países desenvolvidos.

Ao nível das táticas de expansão, o estudo demonstrou que o recurso a parcerias é o fator fundamental para as PMEs. A maioria das PMEs pertencentes ao G7 opta por trabalhar com distribuidores que já conhecem o mercado e que já possuam a sua própria rede de distribuição. Desta forma, o investimento será muito menor!

Onde investir

Apesar da grande afluência que o mercado africano tem vindo a ter nos últimos tempos, este mercado continua a ser visto com muita reserva por parte das PMEs. Cerca de 40% das empresas referem que não veem qualquer oportunidade naquela região em resultado das fracas infraestruturas e um sistema político instável. Esta situação acaba por abrir caminho às grandes multinacionais que possuem grandes recursos financeiros.

Por outro lado a China continua a ser o mercado mais atrativo para as PMEs. A estabilização do sistema político chinês, com maior abertura ao ocidente, levou a que as empresas vejam grandes oportunidades naquele mercado. Mas mesmo assim continuam a manter-se muitas reservas ao investimento nesta região, devido a fatores culturais.

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